A pesquisa do Instituto Meio/Ideia, de setembro, mostra como pensa o eleitor depois de uma série de escândalos envolvendo os candidatos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a eleição sob a pressão da crise no Supremo Tribunal Federal.
A pesquisa, que ouviu 1.500 pessoas, mostra um cenário acirrado no primeiro turno entre os dois candidatos. Lula aparece com 30,7% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro pontua 28%.
Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem praticamente empatados, possivelmente desidratados perto do pleito, que deve ser polarizado entre os dois principais nomes da direita e da esquerda.
Crise no STF
A mesma pesquisa perguntou aos entrevistados se acompanharam as notícias que tratam da crise entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Para 40% dos entrevistados, o caso é um problema restrito aos dois envolvidos, enquanto 30% dizem que se trata de uma questão do próprio Supremo como instituição.
A imagem do STF tem sofrido desgaste após sessões marcadas por conflitos entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça, bem como entre Flávio Dino e o presidente da Corte, Edson Fachin.
Nesta terça-feira (15), O Brasilianista noticiou a sessão que decidiria o prosseguimento da investigação sobre a conduta do ministro.
Depois de um extenso dia de discussões na Corte sobre a unificação dos julgamentos envolvendo Moraes e André Mendonça, Dino não registrou seu voto devido a um pedido de vista, postergando o debate por até 90 dias.
A opinião sobre o Supremo
Para 41,9% dos entrevistados, os dois lados da política são igualmente corruptos. Outro dado relevante aponta que 51,6% concordam com a ideia de que ministros do STF tomam decisões com base em interesses próprios e não estritamente na lei.
Há um empate entre os entrevistados quanto à condução das investigações pela Polícia Federal.
Pelo menos 32,7% avaliam que os casos envolvendo o Banco Master e o INSS deveriam permanecer sob sigilo, sendo expostos apenas após o período eleitoral. Já 30,8% afirmam que manter o sigilo até o término da investigação, a fim de evitar acusações sem provas, seria a conduta mais adequada.
A crise do Judiciário e os candidatos
Cerca de 32,2% dos eleitores disseram que, mesmo cientes da relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, a informação não alteraria a chance de votar no candidato. Contudo, para 47,9%, a denúncia diminui a intenção de voto no parlamentar, enquanto 9% afirmam que a chance de votar em Flávio aumenta.
Sobre as menções a Lulinha e ao possível tráfico de influência, 39,9% informaram que esse contexto não altera a intenção de voto em Lula.
Em sequência, 26,1% dizem que a notícia aumenta a chance de votar no petista, enquanto 24,5% informaram que a probabilidade de voto diminui.
Oscilação de voto e rejeição

O histórico da pesquisa, iniciado em janeiro de 2026, mostra Flávio Bolsonaro oscilando, mas com desvantagem na pesquisa espontânea. O cenário mudou no levantamento de setembro, realizado na semana passada, no qual Flávio subiu de 23% para 28% das intenções de voto em relação ao levantamento de agosto.
Ambos, Lula e Flávio, mantêm elevados índices de rejeição. Entre os motivos apontados, os episódios de corrupção (48,5%) surgem como o principal obstáculo para o voto, enquanto apenas 8,3% indicam falta de respostas ou desconhecimento.
O petista registra 46,6% de rejeição, enquanto o bolsonarista contabiliza 45,7%, configurando um empate técnico na rejeição aos candidatos.
2º turno
Lula e Flávio apresentam a mesma pontuação em um eventual segundo turno, registrando 46% cada.
Essa configuração altera o quadro visto em agosto, quando o petista marcava 48,5% contra 43% de Flávio.
A taxa de votos brancos e nulos seguiu em patamares reduzidos desde o início dos levantamentos, oscilando entre 3,5% e 5% (somente em janeiro o voto nulo atingiu cerca de 8%). O percentual de indecisos também recuou para 4,5%.
Siga nossas redes: O Brasilianista!


