O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), aparece entre os principais nomes na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal pelo MS nas eleições de 2026. Pesquisa Campo Grande News/Novo Ibrape, divulgada em julho, mostra ele com a maior parte das intenções de voto, somando 22%.
Na sequência, vem Renan Barbosa Contar (PL), com 19,2%, e Nelsinho Trad (PSD), com 16,3%. Porém, Nelsinho já anunciou que não concorrerá à reeleição, mas será suplente de Azambuja.
A oficialização da candidatura foi compartilhada nas redes sociais do ex-governador, que escreveu: “É um novo desafio, mas também uma grande oportunidade de lutar por um futuro ainda melhor para cada família de Mato Grosso do Sul”.
Nascido em Campo Grande (MS) em 13 de maio de 1963, Reinaldo Azambuja (PL) precisou assumir os negócios da família ligados ao setor agropecuário após a morte do pai.
Carreira política
Em 1996, Azambuja daria início a uma longa carreira política ao ser eleito prefeito de Maracaju, somando 44,03% dos votos. Em 2000, ele repetiu o feito e foi reeleito, ficando no cargo de 1997 a 2004, com ainda mais vantagem, 61,61% dos votos.
Na mesma época, ele presidiu a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul).
A participação no Legislativo teve início em 2006, ao ser eleito deputado estadual pelo PSDB, recebendo o maior número de votos da história do estado, 47.772.
Em 2010, tornou-se deputado federal também pelo PSDB, com 122.213 votos (10,34%), ficando na segunda colocação do estado. Ele renunciou ao cargo para disputar o governo de MS em 2014.
Governo de MS
Em 2012, Azambuja chegou a disputar a prefeitura de Campo Grande, mas foi derrotado antes de chegar ao segundo turno. Na altura, quem assumiu foi Alcides Bernal (PP). Dois anos depois, em 2014, ele disputou o governo de Mato Grosso do Sul.
Embora no primeiro turno, ele foi superado por Delcídio Amaral (PT), no segundo turno, Azambuja reverteu a situação e foi eleito com mais de 700 mil votos (55,4% dos votos válidos).
A gestão foi marcada por forte investimento em infraestrutura e alta aprovação popular. Assim, em 2018, ele foi reeleito para o cargo ao derrotar Juiz Odilon (PDT) com 677.310 votos (52,35%).
Polêmicas e posicionamentos
Em junho de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) trancou a ação judicial contra Azambuja por suposto recebimento de propina da JBS. A acusação envolvia crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de organização criminosa.
A investigação teve início em setembro de 2018, por meio da Operação Vostok, deflagrada pela Polícia Federal. Na decisão, o ministro Dias Toffoli alegou ausência de provas e excesso de prazo da Justiça. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) seguiu a mesma linha do STF e optou pelo arquivamento do processo.

