O noticiário econômico expõe um cenário de entraves regulatórios, ajustes institucionais e esforço do governo para diversificar mercados e estimular investimentos. Reportagens da Folha de S.Paulo e do Valor Econômico vão da paralisação de julgamentos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) à articulação do Executivo para reduzir a dependência do agronegócio brasileiro da China, especialmente nas exportações de carne bovina.
Com a diretoria desfalcada, a CVM inicia 2026 sem perspectiva de retomar os julgamentos dos processos administrativos sancionadores, que apuram irregularidades no mercado de capitais. O atraso preocupa agentes do setor, sobretudo pelo acúmulo de casos em um momento em que instituições reguladas pela autarquia estão sob investigação da Polícia Federal, como o Banco Master e a gestora de recursos Reag. Cabe à CVM fiscalizar companhias abertas, administradores, fundos de investimento e ofertas públicas de títulos e valores mobiliários ( Folha de S.Paulo ).
Na frente de crédito e investimentos, o BNDES anunciou que lançará uma nova chamada pública para projetos de infraestrutura e um programa específico voltado ao setor ferroviário. Segundo o presidente da instituição, Aloizio Mercadante, o edital seguirá o modelo da chamada lançada em 2025, que destinou R$ 4,3 bilhões a iniciativas de descarbonização e transição energética, ampliando agora o foco para obras estruturantes ( Folha de S.Paulo ).
Congresso
No Congresso, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o projeto de lei complementar que define as alíquotas de PIS e Cofins para a indústria química na transição do Reiq para o Presiq. O texto estabelece um regime temporário de tributação ao longo de 2026, com redução gradual das alíquotas, buscando dar previsibilidade ao setor ( Valor Econômico ).
No cenário internacional, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma ofensiva diplomática voltada ao agronegócio nas próximas viagens à Ásia. O objetivo é abrir novos mercados e diminuir a dependência de grandes importadores de commodities brasileiras, especialmente a China no caso da carne bovina. A estratégia também visa reduzir a exposição do país a medidas protecionistas, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos em 2025 ( Folha de S.Paulo ).
China
A viagem, prevista para ocorrer entre 17 e 24 de fevereiro, terá como destinos Nova Déli, na Índia, e Seul, na Coreia do Sul. Lula será acompanhado por uma ampla comitiva empresarial organizada pela Apex, com cerca de 150 empresários inscritos para a etapa indiana e outros 100 para a agenda sul-coreana, em uma tentativa de ampliar a presença brasileira em mercados asiáticos além da China ( Folha de S.Paulo ).

